Despejo de esgoto em Tambaú: MP cobra punição e realizará inspeção

Por conta do problema, a promotora Cláudia Cabral, que atua na defesa do Meio Ambiente, cobrou punição aos responsáveis pelo crime ambiental.

Quem transitou nesse domingo (04) pelo trecho da Praia de Tambaú próximo ao Largo da Gameleira, no final da Avenida Ruy Carneiro, se deparou com o despejo de esgoto no mar. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa trata-se do fenômeno Língua Negra, que acontece por extravasamento ou entupimento do sistema de esgoto, falhas nas estações elevatórias, ligações clandestinas e até por resíduos como gordura de estabelecimentos comerciais.

Por conta do problema, a promotora Cláudia Cabral, que atua na defesa do Meio Ambiente, cobrou punição aos responsáveis pelo crime ambiental. Diante do cenário de poluição, o Ministério Público vai realizar uma fiscalização no local.

“O Ministério Público não pode aceitar essa situação. É preciso cobrar a materialidade do crime ambiental e identificar claramente os responsáveis, inclusive empresários que seguem contribuindo para o problema”, afirmou a promotora à Rádio CBN.

Em nota, a Prefeitura de João Pessoa disse que tem intensificando as ações de fiscalização e prevenção contra o lançamento irregular de esgotos, com o objetivo de proteger o meio ambiente, os corpos hídricos e a Orla marítima da Capital.

A gestão, porém, afirmou que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) é a responsável pela rede coletora de esgotos, que integra o sistema de saneamento básico e citou que quando ocorre extravasamento em poços de visita, a responsabilidade pela correção do problema é da Cagepa.

“Em situações como essas, o esgoto pode acabar escorrendo para a superfície e, muitas vezes, alcançar as galerias pluviais, que não foram projetadas para receber esgoto. Esse desvio indevido faz com que a poluição siga o caminho das águas da chuva e, consequentemente, deságue no mar, impactando a balneabilidade das praias e o meio ambiente costeiro”,  diz o texto.

A Prefeitura pontua, ainda, que “a fiscalização do lançamento irregular de esgotos envolve diferentes órgãos”.

“A Semam atua no monitoramento ambiental, na fiscalização de danos ao meio ambiente e no combate às ligações clandestinas. Outros órgãos municipais dão suporte às ações, enquanto a Cagepa é responsável pela operação, manutenção e solução de problemas na rede de esgotamento sanitário”, prossegue.

MaisPB

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios