Cortejado na vice, Pedro mantém candidatura: ‘Não vou abrir mão’
Cunha Lima, porém, lembrou que guarda um “gesto de correção” com Cícero ao citar que o gestor defendeu o seu nome para ser candidato ao governo em 2018.
Como nome cortejado para figurar como eventual candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo prefeito Cícero Lucena (sem partido), o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD) disse, em entrevista ao Programa Hora H, que mantém a pretensão de disputar o Palácio da Redenção pela oposição.
“Está mantida, sobretudo para fazer um debate. Não vou abrir mão de um debate que não pode ficar de lado. É triste ver uma realidade social que clama por uma mudança muito mais profunda do que o que a gente vê acontecendo. A gente sabe que governador nenhum vai resolver tudo do dia para noite, mas o governador precisa ter coragem para enfrentar”, afirmou Pedro, criticando a gestão do governador João Azevêdo.
Cunha Lima, porém, lembrou que guarda um “gesto de correção” com Cícero ao citar que o gestor defendeu o seu nome para ser candidato ao governo em 2018.
“Mas o mesmo Cícero tem uma relação histórica também conosco. Ele foi vice-governador do poeta Ronaldo [Cunha Lima]. Eu sempre tive uma relação desobstruída. Quem acompanha política, não é de hoje, sabe da firmeza do gesto de correção que Cícero teve com o poeta Ronaldo. Eu guardo isso num lugar de respeito claro. Em 2018 Cícero defendeu meu nome para disputar o governo. E eu faço política, eu tenho memória, eu participei das reuniões que ele estava lá ele defendendo o meu nome para disputa”, relembrou.
Na entrevista, Pedro defendeu como prioridade a discussão e apresentação de ideias, mas citou que não será “candidato a todo custo”. “Não tenho fixação por mandato, por cargo. Não estou na política para sentar na cadeira a qualquer custo, a qualquer preço. Me considero numa posição de ter que continuar essa missão, representar essa ideia, essa agenda e esse debate. (…) Não sou candidato de mim mesmo, nem serei candidato a todo custo”, complementou.
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