Estradas do abandono: até quando o cidadão vai pagar a conta? – Por Luiz Neto
O mais revoltante é que a justificativa nunca muda. Entra governo, sai governo, e o discurso continua o mesmo

Enquanto governos trocam discursos e promessas, a realidade de quem trafega pelas rodovias estaduais do Litoral Norte e Brejo paraibano continua a mesma: buracos, insegurança e abandono. O cenário se repete há anos e parece ter virado parte da rotina de milhares de paraibanos que dependem dessas estradas diariamente.
Trechos como Mamanguape a Itapororoca, Araçagi a Guarabira e Capim a Cuité de Mamanguape são exemplos claros do descaso com o dinheiro público e da falta de compromisso com a população. São rodovias estaduais importantes para a economia, para o transporte escolar, para ambulâncias, trabalhadores e comerciantes, mas que seguem esquecidas pelo poder público.
O mais revoltante é que a justificativa nunca muda. Entra governo, sai governo, e o discurso continua o mesmo: “vamos recuperar”, “o projeto está sendo elaborado”, “a obra vai começar”. Enquanto isso, a população continua arriscando a vida todos os dias em estradas destruídas.
Não se trata de política partidária, mas de respeito ao cidadão e aos impostos pagos pela população. Quem paga IPVA, impostos e contribuições espera o mínimo: condições dignas de trafegar. O problema é que muitos só lembram dessas rodovias em época eleitoral, quando as promessas voltam a aparecer acompanhadas de discursos prontos e soluções que nunca chegam.
Até quando a sociedade vai aceitar conviver com esse abandono? Até quando vidas precisarão ser colocadas em risco por falta de manutenção e compromisso? O povo paraibano merece mais do que desculpas repetidas há décadas. Merece ação, responsabilidade e respeito.
Por Luiz Neto




