Prefeito de Caaporã é afastado após operação que investiga fraude em licitação, na PB

A ação faz parte de uma investigação sobre fraudes em licitações.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (20), mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Prefeitura de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. A ação faz parte de uma investigação sobre fraudes em licitações.

O prefeito do município, Chico Nazário (União Brasil), foi afastado do exercício do cargo. Os mandados foram cumpridos na sede da prefeitura e também na casa do político.

O site entrou em contato com Chico Nazário para pedir um posicionamento, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Operação do Gaeco — Foto: Divulgação/MPPB

Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), as investigações identificaram indícios de fraudes em procedimentos de contratação pública e dispensas ilegais de licitação. As suspeitas envolvem, principalmente, a prestação de serviços de coleta de resíduos sólidos.

Os investigadores também apuram a possível prática de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de capitais. Este último crime estaria relacionado à destinação e à circulação dos recursos públicos supostamente desviados.

O prejuízo aos cofres do município de Caaporã apurado até o momento, em valores atualizados, ultrapassa a marca de R$ 2 milhões.

A Operação Purgatório é resultado de uma investigação desenvolvida de forma integrada pelo Gaeco e pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp/MPPB), em atuação conjunta com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/PCPB).

Relembre o caso

 

Em setembro de 2025, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu uma investigação contra o prefeito da cidade de Caaporã, Chico Nazário (União Brasil), por um vídeo em que ele aparece recebendo uma bolsa de dinheiro antes das eleições de 2024. Veja o vídeo acima.

O vídeo em questão foi divulgado pelo Jornal da Paraíba e pela TV Cabo Branco e mostra o prefeito colocando cerca de R$ 400 mil em uma bolsa. O Ministério Público vai investigar se o dinheiro foi dado ao prefeito como forma de recebimento de vantagens por parte de um consultor financeiro, identificado como Sandro Trajano, que teria indicado a contratação de uma empresa para o recolhimento de lixo na cidade. O prefeito Chico Nazário negou as acusações.

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