Cícero Lucena acusa Lucas Ribeiro de compra de votos e pede investigação ao TRE-PB
A ação apresenta acusações de suposta compra de votos durante as eleições 2026 e pede que a Justiça Eleitoral apure os fatos.

O candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contra Lucas Ribeiro (Progressistas) e a candidata a vice, Lígia Feliciano (União Brasil). A ação apresenta acusações de suposta compra de votos durante as eleições 2026 e pede que a Justiça Eleitoral apure os fatos.
Segundo a petição apresentada pela campanha de Cícero, uma plataforma eletrônica teria sido utilizada para registrar informações de eleitores durante visitas. O documento afirma que os responsáveis pelas abordagens anotavam intenção de voto, demandas pessoais e pedidos de materiais, além de programar novas visitas.
A ação cita, por exemplo, pedidos relacionados a saúde, exames, cesta básica, segurança, saneamento e calçamento. Conforme os dados apresentados na petição, em cinco dias teriam sido registradas 8.526 visitas, além de milhares de revisitas e demandas individuais.
Ainda segundo a acusação, a plataforma teria reunido colaboradores distribuídos em grupos territoriais e alcançado bairros e comunidades de João Pessoa, além de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita. O documento também afirma que parte dos colaboradores teria vínculo com o Governo do Estado.
A campanha de Cícero sustenta que teve acesso às informações após receber uma denúncia de uma pessoa que teria participado das atividades ligadas à plataforma. A Aije também relata que o caso foi levado anteriormente ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e que representantes do órgão teriam acessado o sistema durante a apuração.
Pedidos à Justiça Eleitoral
Ao final da ação, a campanha de Cícero pede que o TRE-PB apure as acusações e, caso as irregularidades sejam reconhecidas judicialmente, aplique as sanções previstas na legislação eleitoral. Entre os pedidos apresentados estão a cassação dos registros ou diplomas de Lucas Ribeiro e Lígia Feliciano, além de multa e declaração de inelegibilidade por oito anos.
A apresentação de uma Aije, porém, não significa que as acusações tenham sido comprovadas. O processo ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá ouvir os envolvidos e avaliar as provas apresentadas.
A legislação eleitoral considera crime a captação ilícita de sufrágio quando há doação, oferecimento, promessa ou entrega de vantagem ao eleitor com o objetivo de obter seu voto.
A defesa de Lucas Ribeiro e João Azevêdo afirmou em outro processo eleitoral recente que, até então, não havia sido notificada e reafirmou a regularidade dos atos da gestão.




