Cida assume veto à Viviane por falta de declaração pró-Lula
“Eu não acredito que será coronel Viviane. Por uma série de motivos”, disse Cida.

A presidente estadual do PT, Cida Ramos, assumiu, na manhã desta terça-feira (11), resistência ao nome da tenente-coronel Viviane Vieira (PSB) para compor a vice na chapa do governador Lucas Ribeiro (PP). “Eu não acredito que será coronel Viviane. Por uma série de motivos”, disse Cida.
Ela questionou o fato de Viviane, filiada ao partido do governador João Azevêdo e do vice-presidente Geraldo Alckmin, ainda não ter assumido voto no presidente Lula (PT).
“O primeiro compromisso com o PT é abraçar a candidatura de Lula. Ela é do PSB, tem o vice-presidente Alckmin, e ela dizer que não sabe quem vai apoiar, é difícil um posicionamento desse”, argumentou a deputada estadual.
Contexto
Em entrevista recente na rádio Arapuan FM, Viviane Vieira, pré-candidata à Assembleia, excluiu a possiblidade de voto em Flávio Bolsonaro (PL). “Não sou bolsonarista”, disse, sem cravar, naquele momento o apoio à reeleição de Lula (PT), e justificando que chegaria a hora de declarar seu voto.
Entre os argumentos de Cida junto à articulação política de Lucas, a tese de que seria difícil convencer a militância do PT e da esquerda a se engajar no apoio à chapa tendo uma vice militar, carreira cuja maioria dos seus componentes se identifica com o bolsonarismo.
Queda de braço nacional
Diante do veto, a articulação política do governador ponderou sobre os riscos de bancar a escolha que havia sido feita. Principalmente, por considerar os movimentos do senador Veneziano Vital (MDB), em Brasília, junto à cúpula nacional do PT para tentar reverter a aliança petista na Paraíba.
Lucas e seu entorno agora prospectam um nome que consiga atender alguns critérios conceituais, sem melindrar com as demandas políticas e exigências do PT.
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